Acordo praticamente todos os dias por volta de 00:00, e a certeza de que uma insônia profunda irá me bater a porta da mente chega pra me consolar. Não, um refúgio desesperador mental não se pode julgar, nem questionar, muito menos se dispensar. Na realidade, é simples: Numa hora dessas, à altura do campeonato, o que resta são algumas letras, que se encaixam com outras e, finalmente, montam o presente. Não só uso a palavra ''presente'' para me direcionar a um tempo verbal, no qual tudo está acontecendo neste exato momento, mas também a uso para definir o presente que tenho todas as noite de me deparar com essa crônica de questões confusas que, ao meu ponto de vista, se emprega da reflexão e da exaustão mental. Sabe o que isso significa ?
O ato de conversar com um silencio próximo, pessoal e abundante. O ato de sentir o vento mais calmo possível, que insiste em aquecer a minha alma para que um possível debate entre um sono profundo e um sonho lúcido possa vir á tona. Sim, é exagerado, clichê e complicado demais pra alguns pensantes. Na verdade, é complicado até pra mim, mas é claro que tudo tem a sua graça merecida, não é toa que temos que nos quebrantar com um óbvio tão triste de perdermos um momento valioso a cada segundo passageiro, que não voltará nunca mais.
Lucca Diniz