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quinta-feira, 26 de março de 2015

O Maior Dos Heróis

Num dia presente, eu pensei: algumas coisas acabaram de se passar, foram rápidas e aproveitadas, mas esquecidas por uns e, hoje, lembradas por outros. Aquele tempo era tão bom, o tempo presente é maravilhoso, mas não posso tentar enganar a mim mesmo e clamar somente ao que ainda tem pra acontecer. É difícil ler um passado próximo como esse e não segurar uma lágrima antes que ela caia no chão, afinal, são contos bonitos, fáceis de se decorar e simples até para montar uma peça de teatro. É como visualizar meu próprio eu, passando por tudo de novo, e perguntando à mim mesmo se é isso que eu havia feito, ou como fazer a cópia de uma obra de arte com as minhas próprias mão, tomando o maior dos cuidados para não sair nada do perfeito. Ao mesmo tempo, gostaria de ter essa certeza frágil de que, ao experimentar um desejo, posso voltar a ser o que minha infância sonhava, e trazer o maior dos heróis para combater as esferas que me desconfortam.
E se nada disso existir ? Podem ser apenas tolas hipóteses, afinal...

Lucca Diniz

quarta-feira, 25 de março de 2015

Refúgio

Acordo praticamente todos os dias por volta de 00:00, e a certeza de que uma insônia profunda irá me bater a porta da mente chega pra me consolar. Não, um refúgio desesperador mental não se pode julgar, nem questionar, muito menos se dispensar. Na realidade, é simples: Numa hora dessas, à altura do campeonato, o que resta são algumas letras, que se encaixam com outras e, finalmente, montam o presente. Não só uso a palavra ''presente'' para me direcionar a um tempo verbal, no qual tudo está acontecendo neste exato momento, mas também a uso para definir o presente que tenho todas as noite de me deparar com essa crônica de questões confusas que, ao meu ponto de vista, se emprega da reflexão e da exaustão mental. Sabe o que isso significa ?
O ato de conversar com um silencio próximo, pessoal e abundante. O ato de sentir o vento mais calmo possível, que insiste em aquecer a minha alma para que um possível debate entre um sono profundo e um sonho lúcido possa vir á tona. Sim, é exagerado, clichê e complicado demais pra alguns pensantes. Na verdade, é complicado até pra mim, mas é claro que tudo tem a sua graça merecida, não é toa que temos que nos quebrantar com um óbvio tão triste de perdermos um momento valioso a cada segundo passageiro, que não voltará nunca mais.

Lucca Diniz