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quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

O Que Somos ?

As coisas são improváveis e incertas, a graça de estar aqui é não saber o dia de amanhã, as nossas preocupações são frutos arcáveis, nunca vamos descobrir o porquê disso tudo. Depois de uma certa idade eu acho que as coisas veem à mente com um propósito de empurrar cada vez mais uma correnteza de sorrisos e lágrimas para um consciente profundo, isso não se entende. O fato de tudo acontecer talvez esteja escrito, ou simplesmente talvez seja um fenômeno no ar, pra nos lembrar que estamos sozinhos quando se trata de excesso de pensamentos sobre lúcidas premonições, que estão diretamente apontadas pra algo não tão distante, a um fato que se entristece a cada dia, até se tornar parte do que somos.

Lucca Diniz

sábado, 17 de janeiro de 2015

'Agora'

Eu sempre tento achar uma maneira correta de resolver algo comigo mesmo, às vezes eu tenho a impressão de que preciso sempre desabafar, colocar tudo aquilo que se encontra guardado profundamente dentro de mim pra fora, em frente à alguém que eu confie de verdade, não necessariamente por um longo tempo, mas que me dê motivos pra citar experiências de 'fidelidade e honestidade' que já tive com com esse mesmo alguém.
Eu sinto falta de quando eu ria de fatos engraçados a serem escritos na minha história, mas foi muito no começo, quando eu tinha amigos que saíam comigo, ficávamos até de madrugada na rua não fazendo nada... o nosso ''não fazendo nada'' era um tipo moderno de se praticar as famosas brincadeiras de adolescente, saudáveis mas que não deveriam ser contadas para os nossos pais. Era tudo muito inocente. Não havia nada por trás de nós, não havia nada pra cruzar nosso curto e ingênuo caminho de um lugar a outro.
É engraçado me ver distraído pensando em momentos assim... eu sei que o agradecimento pelo 'agora' toma um pouco mais da metade de mim, mas não posso negar que se eu pudesse voltar a algumas décadas de poucas horas atrás, teria feito as coisas minimamente diferentes do que realmente foram feitas. Mas a verdade é que eu não posso cair nesse conto toda vez que eu me deitar na cama e não conseguir dormir.
Eu me vejo muito novo em tudo nesse momento, por isso mesmo não sei se tenho que realmente me preocupar ou deixar passar como uma folha de papel quando é lançada em meio ao vento. É tudo muito exagerado ainda, nada passa de uma armadilha da vida pra me ensinar aos poucos o que é fazer parte dela (ou passa). Quero ter a certeza de que cada manhã que eu me levantar vou estar somente levantando de fato pra viver um novo dia, sem ter que trazer à mente o que aconteceu ou deixou de acontecer nos dias que teriam acabado de ser passar.

Lucca Diniz

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Plenitude

Todos os dias eu caminho em estradas diferentes, seguindo com passos, uns mais afastados do que outros, até que sempre me pego de frente pra várias estradas, à direita, à esquerda, e não posso olhar pra trás... ''não é que eu não possa, mas é que não vai adiantar de nada...''. Os motivos me cercam de uma forma bem obscura, na maior parte das minhas horas (Sim, eu tenho as minhas horas. Eu as crio !) e me levam a pensar demais em hipóteses que vão além da verdade, ''ou não'', e eu não falo disso como um defeito, nem algo que tenho que melhorar, ou diminuir por estar se tornando exagerado... na verdade isso é o que me mantém informado sobre várias questões que a vida me propõe. É engraçado e, ao mesmo tempo, arrepiante essa hipótese da chamada ''vida'' me ''passar a perna'', se é assim que posso dizer. Existem tantas tentações em meio à tantas leis, que não se pode controlar tudo de uma vez, mas ao mesmo tempo não desconsidero essa teoria que diz que a vida não é uma só, e que passarei pelas mesmas coisas várias vezes, ou não, sem me lembrar de nada.
Eu quero acordar todos os dias e ver que tudo ficou claro, mas sempre que acontece algo ao meu redor que me ''joga no fogo'' - se é que dá pra me entender - eu fico desesperado como se fosse a única pessoa que não consegue resolver o problema. É difícil processar uma se quer informação em um minuto tão duradouro, tão passageiro, mas longo e parado. É também difícil olhar pra trás e dizer: ''Eu não me arrependi de nada'' e seguir, e me perguntar do que se trata cada situação vivida, como se eu mesmo não soubesse de nada, como se a vida tivesse começado ali... em pé e me questionando da forma mais pura, mas tão sombria como é querer ficar no meu quarto o dia todo, de janelas fechadas, escutando a música mais tocante que se tem às mãos e chorar usando todos os tipos de emoções.
É lamentável dizer que isso tudo faz parte ? Eu acho justo olhar pra frente e seguir, mas não acho justo seguir e ter a certeza de que pode acabar de repente. ("A única certeza que temos na vida, é a morte") Mas por que ? Não culpo a mim mesmo por querer aproveitar de cada fruto da minha existência. Cada prazer que se pode ter é perdoável, desde que não me ofereça a única certeza da vida... O recomeço !

Lucca Diniz

sábado, 10 de janeiro de 2015

Simples Assim

Olha só que maravilhosa essa forma como a vida se comporta conosco. Muitas vezes não percebemos nossos orgulhos com tanta clareza, mas é óbvio que o mesmo está em todos nós, mesmo não havendo essa percepção em todas as horas. Sempre vai existir aqueles que conspiram contra tudo o que vivemos, SEMPRE, não importa o que aconteça, mal ou bem, sempre tratarão com profunda indiferença ou até mesmo com atos que entregam o incômodo... (a nossa satisfação será insatisfação para muitos). Simples assim !

Lucca Diniz

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Aqui seria esse lugar

As noites chegam todos os dias pra nos dar a oportunidade valiosa de pensar. Nós nos deitamos com a incrível intenção de sonhar com tudo, sonhar com qualquer coisa, com a esperança de acordar no dia seguinte sem saber o que vai acontecer. A graça da existência está nesse ponto, um ponto tão valioso, tão valioso que se pensarmos profundamente nessa hipótese de todo dia ser um dia, diferente do que se passou, vamos entender melhor o que há aqui.
Aqui seria esse lugar, um lugar no qual respiramos só por respirar, e falamos somente por falar.

Lucca Diniz

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

O "pensar demais"

O pensar demais está no ar, os sons agressivos estão presentes pra nos confortar da devida forma, na qual nos deixa disposto a aceitar o que está por vir, o pensar também entra nesse ciclo, é um ciclo que no início complica nossa cabeça, mas é preciso passar pelo mesmo, pra crescermos, se é que esse crescimento pode existir.
Sempre quando se passa pela minha cabeça algo relacionado à palavra ''conforto'', me vem à mente também as famosas, por sinal, questões existenciais, que querendo ou não também compõem a vida de uma forma normal, e estão aí mais pra ajudar do que pra atrapalhar.
São questões que veem com o tempo, a vida está aí pra as receber e fazer delas o nosso caminho, que não sabemos se é longo ou curto, mas sabemos, sim, que está escrito, de alguma forma. Um dos motivos de estarmos aqui é, em especial, esse. Tudo, de um certo modo, já está determinado, não saberemos de que forma, nunca, na real... mas temos que aceitar que está tudo ''escrito'', como muito costumam dizer quando se referem ao destino... ''se tiver que acontecer, vai acontecer.''.
A preocupação faz parte, escrevo coisas do tipo na minha mente que me confortam, vou fundo no assunto, ver o que tem de solução é sempre importante, mas nem sempre as soluções são realmente uma solução. A preocupação é um estágio a parte, ela vem depois do clímax, o chamado protagonista de uma história. A estrada é longa, geralmente ela tem um final, mas se não tiver um final, ou se o final for trágico, acontece... fazemos parte da vida, e a vida é isso...

Lucca Diniz