Eis aqui o amor, o amor desconfiado, que nasceu chorando, mas não por não saber nada da vida, ou por não entender o ar imundo do mundo passando pelo respirar da alma, mas sim, chorando por amar. O choro do amor soa como vento, como silêncio de uma manhã clara, quando nem os pássaros se ouve. Pensando bem, aquele amor que vai e vem… ah, esse amor que vai e vem, ele vai, e depois vem, lindo né ?! Eu gosto do amor, ele combina uma comédia sarcástica com um toque de drama teatral… sim, teatral. Quando eu choro, o amor vem e me diz: Não faça como eu, eu já existo, e já choro por todos, não chore por mim. O amor sente por nós, ele é o mais famoso dos sentimentos, não é ? Ele abrange outros, abraça os abraços, e nunca anda pra trás. Eu costumo dizer que o amor é ingênuo, você não sabe porquê sente, mas ao mesmo tempo, sabe muito bem: Por que amamos ? Quem devemos amar ? Devemos amar o amor, e o amor está em todos… O amor também não entende todo mundo, às vezes, ele fica presente simplesmente por ficar, mas ele chora novamente, porque ninguém dá ouvidos, ninguém dá bola, e o amor só quer ajudar. Ele não quer ser interpretado mal, ele quer que o amem assim como ele nos ama… Colocar a culpa no amor escurece o dia mais rápido, diminui os sonhos, nos diminuindo também, mas se amarmos o amor, o amor sorrirá, e nós também.
Lucca Diniz