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terça-feira, 9 de junho de 2015

Faz Tempo...

Faz tempo que o tempo passa e, com ele, leva o caminho árduo de uma arte criada, não criticada e nem copiada, como a de tempos atrás. Eu parei durante um momento pra tirar minha próprias conclusões, chorar um pouco no meu canto e apreciar o que me fazia livre, o que me fazia cantarolar a controle de nada. Sabe o que é mais bonito que isso ? É poético, mas ao mesmo tempo histórico. É uma essência constate, que não se perde, nem se perdoa por ter sido minimamente boa, se releva por já ter passado, mas não se esquece por não nos esquecer também.
Lucca Diniz

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Eis O Amor...

Eis aqui o amor, o amor desconfiado, que nasceu chorando, mas não por não saber nada da vida, ou por não entender o ar imundo do mundo passando pelo respirar da alma, mas sim, chorando por amar. O choro do amor soa como vento, como silêncio de uma manhã clara, quando nem os pássaros se ouve. Pensando bem, aquele amor que vai e vem… ah, esse amor que vai e vem, ele vai, e depois vem, lindo né ?! Eu gosto do amor, ele combina uma comédia sarcástica com um toque de drama teatral… sim, teatral. Quando eu choro, o amor vem e me diz: Não faça como eu, eu já existo, e já choro por todos, não chore por mim. O amor sente por nós, ele é o mais famoso dos sentimentos, não é ? Ele abrange outros, abraça os abraços, e nunca anda pra trás. Eu costumo dizer que o amor é ingênuo, você não sabe porquê sente, mas ao mesmo tempo, sabe muito bem: Por que amamos ? Quem devemos amar ? Devemos amar o amor, e o amor está em todos… O amor também não entende todo mundo, às vezes, ele fica presente simplesmente por ficar, mas ele chora novamente, porque ninguém dá ouvidos, ninguém dá bola, e o amor só quer ajudar. Ele não quer ser interpretado mal, ele quer que o amem assim como ele nos ama… Colocar a culpa no amor escurece o dia mais rápido, diminui os sonhos, nos diminuindo também, mas se amarmos o amor, o amor sorrirá, e nós também.
Lucca Diniz

quinta-feira, 26 de março de 2015

O Maior Dos Heróis

Num dia presente, eu pensei: algumas coisas acabaram de se passar, foram rápidas e aproveitadas, mas esquecidas por uns e, hoje, lembradas por outros. Aquele tempo era tão bom, o tempo presente é maravilhoso, mas não posso tentar enganar a mim mesmo e clamar somente ao que ainda tem pra acontecer. É difícil ler um passado próximo como esse e não segurar uma lágrima antes que ela caia no chão, afinal, são contos bonitos, fáceis de se decorar e simples até para montar uma peça de teatro. É como visualizar meu próprio eu, passando por tudo de novo, e perguntando à mim mesmo se é isso que eu havia feito, ou como fazer a cópia de uma obra de arte com as minhas próprias mão, tomando o maior dos cuidados para não sair nada do perfeito. Ao mesmo tempo, gostaria de ter essa certeza frágil de que, ao experimentar um desejo, posso voltar a ser o que minha infância sonhava, e trazer o maior dos heróis para combater as esferas que me desconfortam.
E se nada disso existir ? Podem ser apenas tolas hipóteses, afinal...

Lucca Diniz

quarta-feira, 25 de março de 2015

Refúgio

Acordo praticamente todos os dias por volta de 00:00, e a certeza de que uma insônia profunda irá me bater a porta da mente chega pra me consolar. Não, um refúgio desesperador mental não se pode julgar, nem questionar, muito menos se dispensar. Na realidade, é simples: Numa hora dessas, à altura do campeonato, o que resta são algumas letras, que se encaixam com outras e, finalmente, montam o presente. Não só uso a palavra ''presente'' para me direcionar a um tempo verbal, no qual tudo está acontecendo neste exato momento, mas também a uso para definir o presente que tenho todas as noite de me deparar com essa crônica de questões confusas que, ao meu ponto de vista, se emprega da reflexão e da exaustão mental. Sabe o que isso significa ?
O ato de conversar com um silencio próximo, pessoal e abundante. O ato de sentir o vento mais calmo possível, que insiste em aquecer a minha alma para que um possível debate entre um sono profundo e um sonho lúcido possa vir á tona. Sim, é exagerado, clichê e complicado demais pra alguns pensantes. Na verdade, é complicado até pra mim, mas é claro que tudo tem a sua graça merecida, não é toa que temos que nos quebrantar com um óbvio tão triste de perdermos um momento valioso a cada segundo passageiro, que não voltará nunca mais.

Lucca Diniz

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

O Que Somos ?

As coisas são improváveis e incertas, a graça de estar aqui é não saber o dia de amanhã, as nossas preocupações são frutos arcáveis, nunca vamos descobrir o porquê disso tudo. Depois de uma certa idade eu acho que as coisas veem à mente com um propósito de empurrar cada vez mais uma correnteza de sorrisos e lágrimas para um consciente profundo, isso não se entende. O fato de tudo acontecer talvez esteja escrito, ou simplesmente talvez seja um fenômeno no ar, pra nos lembrar que estamos sozinhos quando se trata de excesso de pensamentos sobre lúcidas premonições, que estão diretamente apontadas pra algo não tão distante, a um fato que se entristece a cada dia, até se tornar parte do que somos.

Lucca Diniz

sábado, 17 de janeiro de 2015

'Agora'

Eu sempre tento achar uma maneira correta de resolver algo comigo mesmo, às vezes eu tenho a impressão de que preciso sempre desabafar, colocar tudo aquilo que se encontra guardado profundamente dentro de mim pra fora, em frente à alguém que eu confie de verdade, não necessariamente por um longo tempo, mas que me dê motivos pra citar experiências de 'fidelidade e honestidade' que já tive com com esse mesmo alguém.
Eu sinto falta de quando eu ria de fatos engraçados a serem escritos na minha história, mas foi muito no começo, quando eu tinha amigos que saíam comigo, ficávamos até de madrugada na rua não fazendo nada... o nosso ''não fazendo nada'' era um tipo moderno de se praticar as famosas brincadeiras de adolescente, saudáveis mas que não deveriam ser contadas para os nossos pais. Era tudo muito inocente. Não havia nada por trás de nós, não havia nada pra cruzar nosso curto e ingênuo caminho de um lugar a outro.
É engraçado me ver distraído pensando em momentos assim... eu sei que o agradecimento pelo 'agora' toma um pouco mais da metade de mim, mas não posso negar que se eu pudesse voltar a algumas décadas de poucas horas atrás, teria feito as coisas minimamente diferentes do que realmente foram feitas. Mas a verdade é que eu não posso cair nesse conto toda vez que eu me deitar na cama e não conseguir dormir.
Eu me vejo muito novo em tudo nesse momento, por isso mesmo não sei se tenho que realmente me preocupar ou deixar passar como uma folha de papel quando é lançada em meio ao vento. É tudo muito exagerado ainda, nada passa de uma armadilha da vida pra me ensinar aos poucos o que é fazer parte dela (ou passa). Quero ter a certeza de que cada manhã que eu me levantar vou estar somente levantando de fato pra viver um novo dia, sem ter que trazer à mente o que aconteceu ou deixou de acontecer nos dias que teriam acabado de ser passar.

Lucca Diniz

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Plenitude

Todos os dias eu caminho em estradas diferentes, seguindo com passos, uns mais afastados do que outros, até que sempre me pego de frente pra várias estradas, à direita, à esquerda, e não posso olhar pra trás... ''não é que eu não possa, mas é que não vai adiantar de nada...''. Os motivos me cercam de uma forma bem obscura, na maior parte das minhas horas (Sim, eu tenho as minhas horas. Eu as crio !) e me levam a pensar demais em hipóteses que vão além da verdade, ''ou não'', e eu não falo disso como um defeito, nem algo que tenho que melhorar, ou diminuir por estar se tornando exagerado... na verdade isso é o que me mantém informado sobre várias questões que a vida me propõe. É engraçado e, ao mesmo tempo, arrepiante essa hipótese da chamada ''vida'' me ''passar a perna'', se é assim que posso dizer. Existem tantas tentações em meio à tantas leis, que não se pode controlar tudo de uma vez, mas ao mesmo tempo não desconsidero essa teoria que diz que a vida não é uma só, e que passarei pelas mesmas coisas várias vezes, ou não, sem me lembrar de nada.
Eu quero acordar todos os dias e ver que tudo ficou claro, mas sempre que acontece algo ao meu redor que me ''joga no fogo'' - se é que dá pra me entender - eu fico desesperado como se fosse a única pessoa que não consegue resolver o problema. É difícil processar uma se quer informação em um minuto tão duradouro, tão passageiro, mas longo e parado. É também difícil olhar pra trás e dizer: ''Eu não me arrependi de nada'' e seguir, e me perguntar do que se trata cada situação vivida, como se eu mesmo não soubesse de nada, como se a vida tivesse começado ali... em pé e me questionando da forma mais pura, mas tão sombria como é querer ficar no meu quarto o dia todo, de janelas fechadas, escutando a música mais tocante que se tem às mãos e chorar usando todos os tipos de emoções.
É lamentável dizer que isso tudo faz parte ? Eu acho justo olhar pra frente e seguir, mas não acho justo seguir e ter a certeza de que pode acabar de repente. ("A única certeza que temos na vida, é a morte") Mas por que ? Não culpo a mim mesmo por querer aproveitar de cada fruto da minha existência. Cada prazer que se pode ter é perdoável, desde que não me ofereça a única certeza da vida... O recomeço !

Lucca Diniz