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quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Plenitude

Todos os dias eu caminho em estradas diferentes, seguindo com passos, uns mais afastados do que outros, até que sempre me pego de frente pra várias estradas, à direita, à esquerda, e não posso olhar pra trás... ''não é que eu não possa, mas é que não vai adiantar de nada...''. Os motivos me cercam de uma forma bem obscura, na maior parte das minhas horas (Sim, eu tenho as minhas horas. Eu as crio !) e me levam a pensar demais em hipóteses que vão além da verdade, ''ou não'', e eu não falo disso como um defeito, nem algo que tenho que melhorar, ou diminuir por estar se tornando exagerado... na verdade isso é o que me mantém informado sobre várias questões que a vida me propõe. É engraçado e, ao mesmo tempo, arrepiante essa hipótese da chamada ''vida'' me ''passar a perna'', se é assim que posso dizer. Existem tantas tentações em meio à tantas leis, que não se pode controlar tudo de uma vez, mas ao mesmo tempo não desconsidero essa teoria que diz que a vida não é uma só, e que passarei pelas mesmas coisas várias vezes, ou não, sem me lembrar de nada.
Eu quero acordar todos os dias e ver que tudo ficou claro, mas sempre que acontece algo ao meu redor que me ''joga no fogo'' - se é que dá pra me entender - eu fico desesperado como se fosse a única pessoa que não consegue resolver o problema. É difícil processar uma se quer informação em um minuto tão duradouro, tão passageiro, mas longo e parado. É também difícil olhar pra trás e dizer: ''Eu não me arrependi de nada'' e seguir, e me perguntar do que se trata cada situação vivida, como se eu mesmo não soubesse de nada, como se a vida tivesse começado ali... em pé e me questionando da forma mais pura, mas tão sombria como é querer ficar no meu quarto o dia todo, de janelas fechadas, escutando a música mais tocante que se tem às mãos e chorar usando todos os tipos de emoções.
É lamentável dizer que isso tudo faz parte ? Eu acho justo olhar pra frente e seguir, mas não acho justo seguir e ter a certeza de que pode acabar de repente. ("A única certeza que temos na vida, é a morte") Mas por que ? Não culpo a mim mesmo por querer aproveitar de cada fruto da minha existência. Cada prazer que se pode ter é perdoável, desde que não me ofereça a única certeza da vida... O recomeço !

Lucca Diniz

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